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Estudantes conhecem registros históricos e geográficos do RN em visita a sítio arqueológico no Seridó

Cerca de 50 alunos participaram da aula que teve conteúdo geomorfomológico, paleontológico e arqueológico, além de atividades interdisciplinares

06/10/2021 09h02
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Por: Adrovando Claro Fonte: Ska Comunicação
Estudantes conhecem registros históricos e geográficos do RN em visita a sítio arqueológico no Seridó

O fim de semana foi de muitas descobertas para cerca de 50 alunos do 6º ao 8º ano do ensino fundamental da Maple Bear Natal. Eles conheceram de perto registros históricos e geográficos do Rio Grande do Norte, em um passeio pela região do Seridó, no Sítio Arqueológico Serra Verde, em Cerro Corá. O objetivo principal foi promover a interação dos estudantes com os conteúdos fora da sala de aula.

A visita, que aconteceu na última sexta-feira (01) e sábado (02), permitiu a visualização de pinturas rupestres e de geoformas características da região, que são: a Pedra do Caju, a Pedra da Baleia, a Pedra do Nariz e Cabeça de Cachorro/Dinossauro. Eles também conheceram um tanque natural, que é periodicamente preenchido por água, no qual foram encontrados fósseis de megafauna pleistocênica, período em que uma enorme diversidade de animais gigantes conviveu com o homem.

“Todas estas evidências destacam os interesses geomorfológico, paleontológico e arqueológico que possuem valor nacional e internacional. Foram realizadas atividades interdisciplinares, que englobam língua portuguesa, geografia, história e matemática. Os alunos também vão produzir um documento colaborativo com as suas próprias impressões”, explicou o professor de geografia da Maple Bear Natal, Olavo Vitorino, que acompanhou os estudantes na aula de campo.

“Eu gostei muito do passeio. A gente explorou bastante a natureza e os momentos em grupo. Foi muito legal”, disse o aluno do 8º ano, Gabriel Diniz.

Outro ponto forte foi a visita ao local onde nasce o Rio Potengi, um importante marco para o RN. O principal curso de água do estado foi descoberto pelos colonizadores portugueses no século XVI e percorre 176 quilômetros, até chegar a sua foz, em Natal.

“Eu aprendi que a nascente não é formada apenas por uma bacia de água gigante, mas, sim, por lençóis hidrográficos. Além do aprendizado, a gente também se divertiu bastante”, recordou a estudante Luane Gianasi, do 6º ano.

A equipe da Maple Bear Natal avaliou de forma positiva a viagem ao município de Cerro Corá. Para eles, a atividade fora da sala de aula cumpriu o seu papel pedagógico. “Não foi um simples roteiro com um diário de bordo. Foi algo construído em conjunto com os estudantes, que são os verdadeiros protagonistas no processo de ensino-aprendizagem, um preceito da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o documento normativo no qual nos baseamos”, avaliou o professor Olavo.

 

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