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Saúde Mobilidade

Fisioterapia em oncologia pediátrica

Na fase de restauradora, o objetivo é restituir a função perdida

15/10/2021 09h29
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Por: Adrovando Claro Fonte: Casa Durval Paiva
 Fisioterapia em oncologia pediátrica

Por Cinthia Moreno - Fisioterapeuta Casa Durval Paiva - CREFITO 83476-F

A atuação do fisioterapeuta é bastante abrangente na oncologia pediátrica, pois atua na prevenção de complicações e sequelas, na reabilitação e também nos cuidados paliativos. A atuação pode ser hospitalar, ambulatorial ou domiciliar.

Na fase preventiva, é elaborado um programa de tratamento, para prevenir déficits funcionais, que podem variar, de acordo com o tipo de tumor e sua localização, bem como o tipo de tratamento. Se o paciente vai ficar um longo período internado, com restrição ao leito, antes da internação são realizados exercícios para manutenção da força muscular e ele será orientado sobre medidas, que podem minimizar a diminuição de massa muscular, durante esse período.

Na fase de restauradora, o objetivo é restituir a função perdida. Vários aspectos da função motora podem ser totalmente recuperados, como a mobilidade articular, a força muscular, o equilíbrio e a coordenação motora. Pacientes que ficam um longo período internados em UTI, deixam de andar e fazem uso de cadeira de rodas, devido à falta de força. Dependendo da situação, podem surgir encurtamentos. Mas, ao iniciar um programa de reabilitação com alongamentos, exercícios de fortalecimento e treino de equilíbrio, o paciente recupera a função e volta a andar de forma independente.

Alguns pacientes, em decorrência do tratamento cirúrgico ou outros fatores, podem ficar com deficiências permanentes. É na fase de suporte que se busca otimizar a função. Para os pais e o paciente é sempre difícil lidar com uma deficiência, independente do grau de limitação ou incapacidade que possa causar. Falar sobre as possibilidades é sempre muito esclarecedor e encorajador. Por exemplo, os pais sofrem ao ter a notícia de que a filha será amputada e ficará sem joelho, perna e pé. Ela só poderá andar com auxílio de muletas ou prótese.

Se usar muletas, não vai conseguir se servir sozinha em um restaurante self service, mas se estiver com prótese, vai fazer isso facilmente, como qualquer outra pessoa. Ela poderá estudar, trabalhar, dirigir, casar, ter filhos... Ela pode fazer o que quiser!

Se não houver possibilidade terapêutica de cura para o câncer, o paciente deve ter todas as possibilidades de alívio dos sintomas e do sofrimento físico, social, psicológico e espiritual. O fisioterapeuta integra a equipe de cuidados paliativos para promover qualidade de vida, reduzir sintomas e estimular a independência e autonomia. Se ele consegue comer, tomar banho, se vestir ou andar sozinho, deve ser estimulado a continuar realizando essas atividades.

Independente da fase, a fisioterapia é uma ferramenta que possibilita a melhora funcional do paciente e isso se repercute na sua rotina e contexto de vida.

 

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