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Política Pesquisa

Projeto da deputada Isolda que incentiva a pesquisa da Cannabis medicinal avança na ALRN

A aprovação na CCJ contou com depoimentos de dois servidores da Assembleia Legislativa, pais de pacientes que fazem uso medicinal da Cannabis

24/11/2021 18h35
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Por: Adrovando Claro Fonte: Assessoria Deputada Estadual Isolda Dantas
Projeto da deputada Isolda que incentiva a pesquisa da Cannabis medicinal avança na ALRN

O projeto de lei de incentivo à pesquisa do uso medicinal da Cannabis, de autoria da deputada Isolda Dantas (PT), foi aprovado na Comissão de Saúde. O texto segue para o plenário da Assembleia Legislativa e deve ser votado ainda este ano.

Aprovado primeiro na Comissão de Constituição e Justiça no dia 20 de outubro, o projeto de lei de Isolda incentiva pesquisas ligadas ao uso medicinal da Cannabis e campanhas educativas para promover o acesso aos medicamentos à base da planta no estado.

O projeto foi construído junto com associações terapêuticas que lutam pelo uso medicinal da Cannabis. A deputada continua em diálogo com as associações para discutir outras iniciativas relacionadas ao apoio às pesquisas no Rio Grande do Norte.

A aprovação na CCJ contou com depoimentos de dois servidores da Assembleia Legislativa, pais de pacientes que fazem uso medicinal da Cannabis: o servidor legislativo Gustavo Brito e a repórter Juliana Lobo. Ambos falaram sobre os avanços na saúde dos filhos após começarem a utilizar os medicamentos em tratamentos médicos.

Mãe de uma criança que sofre de um quadro grave de epilepsia, Juliana Lobo afirma que os medicamentos à base de cannabis reduziram as convulsões do filho de 300 por dia para dez. Há sete anos ele faz terapia com os medicamentos. “Hoje meu filho consegue viver. Antes, ele não conseguia porque sempre estava em convulsão. Hoje, ele nos procura sorri, interage conosco, e foi graças a cannabis”, declarou Juliana.

O servidor legislativo Gustavo Brito, também da Assembleia Legislativa, falou sobre os avanços no quadro de saúde do filho, portador da Síndrome Aicardi Guterres, doença genética rara que afeta o desenvolvimento de uma pessoa. A síndrome se manifestou quando a criança completou 1 ano e 3 meses de vida. Seis meses depois, ele havia perdido o movimento das pernas e do pescoço.

Gustavo passou a procurar terapias que pudessem reverter a síndrome, e soube do potencial do uso terapêutico. No entanto, ele esbarrou na falta de informações. “Não havia um artigo científico, nem nada, mas eu tentei porque eu faria de tudo para ver meu filho bem. Ele avançou muito e hoje conseguiu recuperar movimentos, voltou a se desenvolver”, afirmou o servidor.

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