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Cidades Mudas

Vinte e quatro municípios receberam 26 mil mudas cultivadas pelo sistema prisional do RN

As mudas foram doadas a agricultores de 24 municípios

23/04/2022 10h59
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Por: Adrovando Claro Fonte: ASCOM - RN
Vinte e quatro municípios receberam 26 mil mudas cultivadas pelo sistema prisional do RN

O projeto "Cultivando a Cidadania", da Secretaria da Administração Penitenciária (SEAP) e da Secretaria de Agricultura, da Pecuária e da Pesca (SAPE), com apoio da Vara de Execuções Penais de Mossoró (VEP), atingiu a marca de 26 mil mudas de cajueiro anão precoce cultivadas no sistema prisional do Rio Grande do Norte. As mudas foram doadas a agricultores de 24 municípios. Outras três mil mudas estão em fase de enxerto e em breve serão destinadas para doação aos afetados pela seca.

O projeto não tem fins lucrativos e as mudas são distribuídas de forma gratuita. As plantas são cultivadas numa estufa na Penitenciária Agrícola Doutor Mário Negócio Feminino por 20 internas privadas de liberdade capacitadas pela Emater. Elas realizam o plantio das castanhas de caju, a manutenção e o enxerto das plantas. Para cada três dias de trabalho na lavoura, elas tem direito a um dia da pena remido.

A produção foi doada para agricultores dos municípios de Rafael Godeiro (500 mudas);  Boa Saúde (800); São Bento do Norte (1000); Pedra Grande (500); Viçosa (500); Lagoa Nova (900); Ceará Mirim (380); São Gonçalo do Amarante (1.000); Umarizal (1.500);  Severiano Melo (1.500); Mossoró (4.000); Riacho da Cruz (1.000); Upanema (1.000); Paraú (500);  João Dias (500);  Triunfo Potiguar (500); Florânia (1.000); São Fernando (410);  Lucrécia (2.000); Doutor Severiano (1.000); Portalegre (2.500);  Luis Gomes (1.500); Serrinha dos Pintos (500); e Lagoa Nova (1.000).

Para o secretário da Administração Penitenciária, Pedro Florêncio, o projeto cumpre a finalidade de ressocialização das internas privadas de liberdade através do trabalho em prol da comunidade.

O diretor da Mário Negócio, policial penal Márcio Morais, explica que a estufa foi construída com recursos arrecadados de prestações pecuniárias pela VEP.  A estrutura tem mil metros quadrados e foi construída utilizando mão de obra carcerária capacitada pela Seap através de curso de pedreiro de alvenaria ministrado pelo Senai. O diretor explicou que diante do sucesso do projeto, uma nova estufa foi construída, também com recursos da VEP, mas desta vez atenderá a unidade masculina.

 

 

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