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Filhos de Pará e Paulo Emílio, referências do vôlei de praia brasileiro, disputam etapa sub-19 do Circuito Brasileiro em Brasília

Chamado de Parazinho, Gabriel tenta escapar de comparações, mas lembra o pai até no jeito de andar. Aos 14 anos, Sophia se inspira na história do pai, mas "sem pressão"

03/05/2022 10h56
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Por: Adrovando Claro Fonte: CBV
Gabriel Leão, filho de Pará, disputa etapa sub-19 do Circuito Brasileiro (Nadine Oliver/Inovafoto/CBV)
Gabriel Leão, filho de Pará, disputa etapa sub-19 do Circuito Brasileiro (Nadine Oliver/Inovafoto/CBV)

Gabriel Leão prefere evitar as comparações com o pai, mas até no jeito de andar o filho de Pará (campeão do Mundial em 97 e do Circuito Mundial em 98) não consegue enganar quem o chama de Parazinho. Para Sophia, a história do pai Paulo Emílio (bronze no Mundial de 97 e prata no Pan-Americano de 2003) é a maior inspiração. Ainda dando os primeiros passos na carreira, os dois disputam a primeira etapa da temporada 2022 do Circuito Brasileiro de vôlei de praia sub-19, em Brasília (DF).

“As pessoas que conhecem meu pai de longa data dizem que ando igual a ele. Outra coisa que comparam muito é o salto, porque ele saltava muito e eu também”, diz Gabriel, de 17 anos e 1,80m, que disputa sua terceira etapa sub-19 e, ao lado de Arthur, passou do qualifying pela primeira vez.

No vôlei de praia desde o início de 2019, ele tentou a natação, o basquete e o jiu-jitsu antes de chegar ao vôlei de quadra no fim de 2018. “Comecei a jogar vôlei porque sempre assisti meu pai jogando. Às vezes tem a pressão da comparação, de falar que minha família tem nome e eu tenho que ter também. Até agora não passei por nenhuma dificuldade por causa disso, mas prefiro evitar as comparações. Ele não acompanha muito de perto para não botar pressão. É muito tranquilo, deseja boa sorte e é isso”, conta Gabriel Leão.

Sophia tem apenas 14 anos e 1,77m, e disputa seu segundo torneio do Circuito Brasileiro. Depois de morar no Chile e voltar ao Brasil no ano passado, ela, que já jogava vôlei de quadra, iniciou os treinos na praia. “Eu não considero uma pressão ser filha do Paulo Emílio. Ele é ele, eu sou eu. Quando perguntam se eu sou filha dele, digo que sou e tenho orgulho de dizer que sou. Ele é minha maior inspiração e me motiva bastante pela história que construiu. Meu pai sempre me apoiou, mas nunca fez pressão para eu jogar. Ele participa do jeito dele, dá dicas para manter a calma no jogo, dicas de fundamentos, mas nunca pressão”.

A primeira etapa sub-19 da temporada 2022 do Circuito Brasileiro acontece na arena montada no Parque da Cidade, com entrada gratuita. A programação desta terça-feira começa 8h, com as quartas de final femininas. As semifinais são na sequência. As finais são a partir de 11h20. O Canal Vôlei de Praia TV transmite todos os jogos ao vivo.

Pedro/Henrique conquista o ouro e Nina/Carol leva a prata nos Jogos Sul-Americanos da Juventude

O apartamento que Pedro e Henrique dividem precisará aumentar o espaço reservado para medalhas. Neste domingo, os companheiros de casa e de centro de treinamento foram os campeões do torneio masculino de vôlei de praia dos Jogos Sul-Americanos da Juventude, em Rosario (ARG), e conquistaram o segundo título em dois torneios jogando juntos. Na disputa feminina, o Brasil conquistou a medalha de prata com Nina e Carol Sallaberry.

Pedro e Henrique, que já haviam vencido uma etapa do Circuito Sul-Americano sub-19, conquistaram o título na Argentina vencendo na final Martin/Maximiliano (CHI) por 2 sets 0, parciais de 21/16 e 21/13.

“Foi um título muito importante, um título internacional, com atletas e jogos de alto nível. Foi importante também para dar mais motivação e confiança para os próximos campeonatos. E foi uma experiência incrível estar em uma competição com outros grandes atletas de várias modalidades. É o meu primeiro campeonato do tipo, eu adorei e já quero ir para as Olimpíadas”, brincou Pedrão.

“É uma competição diferente de qualquer outra que já participei e tem um peso muito maior por isso, é um título ainda mais almejado por todos. Por isso a satisfação é muito grande por ter conseguido esse título”, completou Henrique.

No torneio feminino, Nina e Carol Sallaberry conquistaram a medalha de prata no sábado. As brasileiras foram superadas por Alvarez/Nuñez Quintana (PAR) por 2 sets a 0 (21/18 e 21/13) na decisão.

“Conseguir conquistar um pódio nos Jogos Sul-Americanos da Juventude é muito importante. Eu sei quantas pessoas queriam estar aqui, nós fomos escolhidas e conseguimos chegar à final. A gente fica muito contente de o trabalho que a gente faz todo dia estar dando resultado. A gente sempre sonha com um torneio como esse, e quando acontece com a gente a sensação é incrível”, afirmou Nina.

“A gente batalhou muito por essa medalha. Demos o máximo, não conseguimos conquistar a medalha de ouro, mas estamos muito felizes com nossa conquista. Esse é um campeonato com muitas experiências que vão contribuir na nossa vida com atleta”, disse Carol.

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