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Cabo de São Roque: filhotes de tartarugas-de-pente são soltos no mar

Ambiente é propício para a desova e proteção dos animais marinhos

27/02/2021 14h35
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Por: Adrovando Claro Fonte: IDEMA
 Cabo de São Roque: filhotes de tartarugas-de-pente são soltos no mar

Aproximadamente 100 filhotes de tartarugas-de-pente foram soltos no mar na praia Cabo de São Roque, no município de Maxaranguape. A soltura, um verdadeiro espetáculo da natureza, ocorreu na Fazenda São Roque com a participação do diretor-geral do Idema, Leon Aguiar, e dos responsáveis pela ação, a Associação de Proteção e Conservação Ambiental Cabo de São Roque, que desenvolve o projeto Tartarugas ao Mar.

Atualmente, o projeto supervisiona 106 ninhos ao longo do Litoral Norte potiguar. “Estamos na metade da temporada que vai até junho. Depois que nascem, os filhotes georreferenciam a área de nascimento - memorizando o local e podem voltar em 25 anos – o fenômeno conhecido como imprinting. Cerca de 99% do ciclo de vida da tartaruga-de-pente é no mar, apenas 1% na terra. Esses animais procuram áreas propícias que tenham pouca presença humana para construir os seus ninhos. Nosso maior impacto é o trânsito de veículos na área, por isso monitoramos 24h por dia, e com a intervenção evitamos acidentes”, explicou o biólogo e presidente da APC, Lucas Verissimo.

O projeto trabalha na proteção, conservação e pesquisa desses animais ameaçados de extinção, há cerca de cinco anos. Por temporada, de novembro a junho, aproximadamente 18 mil filhotes são soltos no mar. De mil filhotes que nascem, apenas um ou dois chegam à fase adulta. Por isso, a importância do monitoramento e preservação da espécie.

O órgão ambiental do RN e a ONG APC Cabo de São Roque possuem um acordo de cooperação para manutenção da associação. “Temos aqui uma área muito atrativa para a desova. Fizemos um termo de cooperação com a ONG e acompanhamos na prática o monitoramento e soltura dos animais. Pudemos ver o quão enriquecedor é uma experiência como essa. Com o objetivo de proteger a região marinha, temos uma Unidade de Conservação que abrange a faixa costeira dos municípios de Maxaranguape, Rio do Fogo e Touros, no Litoral Norte do Estado”, frisou o diretor-geral do Idema, Leon Aguiar.

Em janeiro deste ano, o Idema como órgão licenciador e responsável pela promoção da política ambiental do Estado, liberou a licença ambiental para a construção de um resort no local. De acordo com o empresário norueguês e proprietário da fazenda, Torben Franzen, “nosso empreendimento possui uma estrutura totalmente pensada na sustentabilidade”, afirmou.

Parrachos de Maracajaú

Dando continuidade à agenda técnica desta terça-feira (23), uma equipe do Idema chefiada pelo diretor-geral realizou vistoria na Área de Proteção Ambiental dos Recifes de Corais (APARC), nos Parrachos de Maracajaú, em Barra de Maxaranguape, uma das Unidades de Conservação Estaduais administradas pelo órgão ambiental.

Maracajaú fica a 55 Km de Natal com acesso através da BR 101. A APARC assegura a preservação da biodiversidade marinha presente na região com a ocorrência de recifes de corais, considerado o mais diverso habitat marinho do mundo. Com suas belezas naturais e diversidade biológica, a Área de Proteção Ambiental (APA) se firma como pólo turístico do RN, permitindo a prática do mergulho submarino, visitação de corais e pesquisas científicas.

Para manter o controle turístico e diminuir as pressões antrópicas impostas aos ambientes recifais (parrachos) foram criadas algumas diretrizes preservacionistas com base no Plano de Manejo e Zoneamento da Unidade, entre as quais, as regras de conduta nesses ecossistemas e a limitação com quotas diárias de visitação turística.

Desde 2015, o Idema realiza um monitoramento diário das atividades, por meio do Programa de Monitoramento da APARC. “O acompanhamento visa observar a vida marinha e a saúde dos corais. Também vistoria e controla o número diário de turistas. Temos uma equipe que acompanha as embarcações, tanto dos comunitários quanto dos turistas que visitam os Parrachos. Temos uma equipe multidisciplinar, com biólogos, ecólogos, entre outros técnicos, que realiza a análise dos parâmetros biológicos a cada 3 meses para acompanhar o desenvolvimento da biodiversidade e o controle das espécies”, esclareceu a gestora da APARC, Heloisa Dantas Brum.

É realizado, em média, o transporte de 109 turistas por empresa, e atualmente há seis atuando. Os comunitários também trabalham no transporte, levando até 9 pessoas, totalizando 28 comunitários em atividade.

O empresário da Maracajaú Diver, César Sales, trabalha com a operação de turismo subaquático nos Parrachos de Maracajaú, desde 1994. “É muito importante trabalharmos em prol do desenvolvimento sustentável. Observamos todos os cuidados necessários para a preservação e manutenção do ecossistema marinho e dos ambientes recifais. Recentemente investimos em nosso ponto de apoio na praia, transportamos 60 coqueirais para tornar nossa área mais verde e arborizada, e no final totalizam 100 árvores, deixando um ambiente mais agradável", revelou Sales.

APA Recifes de Corais

A APA compreende a região marinha que abrange a faixa costeira dos municípios de Maxaranguape, Rio do Fogo e Touros. Com 136 mil hectares de vida marinha e biodiversidade, a APARC se destaca pelo bioma e belezas naturais. “Essa Área de Proteção Ambiental representa 20% de costa do Rio Grande do Norte. É imprescindível a colaboração e sensibilização das pessoas para a conservação da Unidade", finalizou o coordenador do Núcleo de Gestão de Unidades de Conservação do Idema (NUC), Rafael Laia.

 

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