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Cultura Remo

Patrimônio Cultural de Natal - História do Remo: Centro Náutico Potengi e o Sport Clube de Natal

Um dos capítulos valiosos do esporte náutico foi a realização do “Raide Natal - Rio de Janeiro

06/05/2021 10h09
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Por: Adrovando Claro Fonte: Luciano Capistrano
Patrimônio Cultural de Natal - História do Remo: Centro Náutico Potengi e o Sport Clube de Natal

“À margem, a cidade em peso

Para aplaudir os grandes páreos [...]

As guarnições em pugna ingente

Desde o cais da antiga Alfândega

Ao lado da Tavares de Lira e praticagem,

Os torcedores, aos milhares, Gritavam no auge do entusiasmo:

Esporte! Esporte!

Centro! Centro!

(As Regatas - Esmeraldo Siqueira)

O Remo sempre esteve presente no cenário potiguar, principalmente com a criação, em 1915, das duas grandes agremiações náuticas, o Centro Náutico Potengi e o Sport Clube de Natal. A cidade descia a ladeira e “Xarias e Canguleiros'', se encontravam nas margens do Potengi para vibrarem por seus clubes de preferências. Nas paredes e rampas das sedes do Náutico e do Sport encontramos marcas indeléveis da história do esporte natalense. Um dos capítulos valiosos do esporte náutico foi a realização do “Raide Natal - Rio de Janeiro”. 

Na manhã do dia 30 de março de 1952, a Cidade do Natal, amanheceu em festa, os heróis do remo partiram do rio Potengi em direção à Guanabara. A multidão ovacionou os tripulantes da Iole Rio Grande do Norte I. Não existia cores de nenhuma agremiação náutica, as cores levadas pelos atletas do remo, eram as cores da terra potiguar.Em cada enseada, escolhida para descanso, nossos heróis eram recebidos com festa, muitas foram as medalhas oferecidas pelas Câmaras Municipais no trajeto da Iole. Mas, nem tudo foi flores, o mar é bravo.

Na costa sergipana, a Iole Rio Grande do Norte I, não resistiu a força do mar. Conta João Alfredo em seu livro: “Sobre a Iole, rebentou um vagalhão, não houve tempo para nada, com muito esforço conseguiram nossos heróis nadar até a beira mar. Da Iole, só conseguiram salvar os remos.”. Tudo perdido? Não, pois fazia parte deste grupo um “brasileiro que não desiste nunca”, Ricardo da Cruz. No dia 11 de fevereiro de 1953, o Raid reiniciou, a partir de Sergipe, no mesmo Mangue Seco, que no dia 2 de junho de 1952, a Iole Rio Grande do Norte I naufragou.

Fizeram parte desta segunda etapa: Luiz Enéas, Antonio de Souza, Ricardo da Cruz, Walter Fernandes e Oscar Simões. Etapa consagrada com a chegada na Guanabara. No dia 21/05/1953 a antiga Capital Federal abraçava entusiasmada os Heróis do Remo, com desfile e exposição da Iole Rio Grande do Norte II, na Cinelândia marcaram a comemoração do grande acontecimento.

(Referência: ALFREDO, João. Heróis do remo: História do raid Natal - Rio de Janeiro. Natal: Editora Clima, 1987; FILGUEIRA NETO, José Procópio. Os esportes em Natal. Natal: FENAT, 1991).

Projeto: Das ruas às redes: Quinta da História 

(Foto: João Galvão/acervo IHGRN - Texto: Professor Luciano Capistrano)

 

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