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Educação Aulas remotas

Ensino híbrido é só mais um passo de um caminho sem volta

Leo Burd e Lilian Bacich discutiram desafios e propostas para a modalidade, em plenária na Jornada Bett Online

14/05/2021 10h39
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Por: Adrovando Claro Fonte: Revista Educação
Ensino híbrido é só mais um passo de um caminho sem volta

Por MAYARA FIGUEIREDO

“O caminho que estamos tomando hoje não tem mais volta”, refletiu Lilian Bacich, doutora em psicologia escolar, sobre os novos rumos da educação frente à pandemia da covid-19. Juntamente com Leo Burd, diretor e cofundador da Rede Brasileira de Aprendizagem Criativa (RBAC), a plenária da 2ª Jornada Bett Online, discutiu os desafios e as possíveis abordagens educativas para o ensino híbrido, principalmente neste momento em que estudantes e professores passam a voltar gradualmente para a sala de aula.

A principal defesa dos ministrantes dentro do tema, é a integração do digital com o presencial (que é o grande mote do ensino híbrido) unindo o melhor dos dois mundos. Sendo assim, o que pode ser iniciado no âmbito digital, utilizando recursos como vídeos, games e quizzes, deve ser continuado na hora de passar para o presencial por meio da argumentação, da troca e da relação entre as pessoas. Nessa fase, um potencial mais amplo é o professor estar voltado para a resolução de problemas e colocar em xeque esse conhecimento que o aluno adquiriu virtualmente.

Empatia e criatividade é fundamental

Leo Burd trouxe alguns exemplos do que alguns professores já estão realizando dentro da modalidade, frisando que a importância da aprendizagem criativa está em olhar para o lado humano (o aluno) e o ambiente em que ele está inserido, utilizando-se assim das ferramentas que estão à disposição. Em alguns exemplos, professores usaram softwares e demais recursos tecnológicos para engajar e receber relatórios de desempenho de seus alunos. Em outro caso, uma professora de matemática criou um bingo como atividade para melhorar o desempenho da aprendizagem nessa disciplina geralmente vista com hesitação.

“O exercício da aprendizagem permite que exploremos o desconhecido. E isso só é possível com confiança em si e em quem está ao redor, que neste caso é o professor”, declarou Burd, fomentando a importância de fortalecer a relação entre professor e aluno nesse processo.

“É importante entender quem é o aluno e, a partir da sua realidade, pensar que tipo de experiência vai fazer sentido, criando um roteiro de atividades que envolvam seu ambiente e sua família, isso não só do ensino híbrido, mas mesmo no ensino presencial”, enfatizou Bacich.

Corroborando com a fala, uma educadora se manifestou no chat dizendo que escola e família devem caminhar juntas. A ideia de que a família é uma parte importante e que deve ser considerada na educação híbrida, tanto para incentivar os estudos e realização das atividades, quanto para participar junto com elas colocando a mão na massa ou mesmo criando e permitindo um espaço para explorar esse momento, foi um consenso.

Os três principais elementos para se pensar ensino híbrido

Coerência, abrangência e continuidade foram apontadas por Burd e Bacich como pontos relevantes a serem considerados nessa abordagem. Coerência ao se tratar principalmente da avaliação. O educador deve questionar-se sobre o que é mais coerente a ser avaliado a partir do que foi proposto, considerando que para projetos criativos, exige-se critérios diferentes de avaliação. Abrangência no sentido de objetividade e finalidade da atividade; e por fim, continuidade: “não adianta deixar o feedback para o aluno ao final do bimestre, mas sempre que houver oportunidade, como por exemplo, durante o andamento das atividades”, disse Bacich.

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